terça-feira, 4 de junho de 2013

A HISTÓRIA DE UM EX-GOLEIRO CHAMADO ILZOMAR, QUE ATUOU NOS GRAMADOS PARAENSES E ACRIANOS NO PERÍODO DE 1972 A 1991, PARTE 7

Blog do ilzomar 2013-PARTE 7

Depois de um ano sem nada postar,  retornei à labuta, agora com mais fotos e histórias para contar. Mudando um pouco o método, cada foto será ilustrada com comentários sobre o jogo  correspondente.
               
  Jornal O Liberal, edição de 05.03.1976 – Jogo realizado no estádio Antonio Baena, o Baenão, de propriedade do Clube do Remo, em Belém-Pa. Na foto aparecem os jogadores tunantes Odilson, Humberto, Amorim e Gonzaga. Pelo Sport Belém vêem-se o goleiro Ilzomar e os jogadores Otávio e Russo.

A foto acima ilustra minha estréia como profissional em um torneio denominado Cidade de Belém, que precedia os campeonatos de profissionais do Estado do Pará na época. Apesar de ter apenas 17 anos, ganhei a confiança dos dirigentes e, principalmente, do treinador Betão, do Sport Belém. O jogo é entre Sport Clube Belém, meu clube, de camisa rubro-negra, e Tuna Luso Brasileira, de camisa cruzmaltina. O resultado da partida foi 2x2. Nota-se na foto minha inexperiência nas saídas de gol. A bola está mais para o atacante Odilson do que para mim, que saí da minha meta de forma atabalhoada. Ainda bem que nesse lance o atacante tunante errou a cabeçada.

Jornal A Província do Pará, edição de 20.06.1976- Estádio Evandro Almeida, o Baenão, em Belém-Pa. Na foto estão representados os jogadores Antonio Siqueira (2), Rafael (5) e o goleiro Ilzomar, todos do Sport Club Belém. O jogador de camisa listrada é o centro-avante Valfrido, do Paysandu.


Jogo entre Sport Belém e Paysandu, válido pelo campeonato paraense de profissionais de 1976. Nessa partida fui hostilizado pela torcida do Paysandú, que durante todo o jogo me bombardeou com bagaços de laranja. O árbitro ainda chegou a interromper a partida, mas não teve jeito. Tudo começou quando, por inexperiência, revidei ao ataque jogando uma das laranjas de volta. Esse foi meu erro. A partida terminou com o placar de 2x0 para o Paysandu.
A propósito, na época eu tinha uma bela cabeleira, que não me faz falta hoje.



Jornal O liberal, edição de 12.04.1976. Jogo entre Sport Belém e Paysandu, estádio da Curuzú. O goleiro Ilzomar intercepta um cruzamento do ataque adversário, ladeado pelos zagueiros Rafael e Nelinho (4).


  • As bolas de futebol da época eram de couro legítimo e com impermeabilização precária. Como em Belém chove todos os dias, principalmente à tarde, a “perseguida” estava sempre molhada e pesada. As luvas de goleiro também não tinham a mesma qualidade que as de hoje. O goleiro precisava treinar muito para segurá-las com firmeza em terreno molhado. Modesta à parte, eu dificilmente soqueava uma bola.

    Jornal A Província do Pará, edição de 25.06.1976, estádio Jarbas Passarinho, Castanhal-Pa. Jogo entre Castanhal Esporte Clube e Sport Club Belém pelo campeonato de profissionais daquele ano. O arqueiro Ilzomar intercepta uma bola no meio do aguaceiro.

    Nesse jogo a partida foi interrompida por 30 minutos por causa da chuva, que não deu trégua. Como o jogo foi no interior do Pará e não poderia ser transferido para outra data, o juiz deu prosseguimento à partida. No entanto, lembro que a bola não corria sequer dois metros por causa das inúmeras poças de água. O Sport Belém perdeu essa partida pelo placar de 2x0.

    Jornal O liberal, edição de 05.04.1976. Jogo entre Tuna e Sport Belém, válido pelo campeonato de profissionais de 1976. Na foto estão representados o goleiro Ilzomar, os zagueiros do Sport Belém Rafael e Nelinho (de costa) e o centro avante  Willian (9). Pela Tuna aparecem os atacantes Amorim, Gonzaga (11), Odilson e Humberto. O juiz se chama Domingos Neto.

    Nesse jogo o juiz tumultuou a partida marcando e desmarcando gols legítimos, tanto do Sport Belém quanto da Tuna. Lembro que o zagueiro da Tuna Carvalho o chamou de “birola” (homossexual) e foi expulso. No entanto, permaneceu dentro de campo e só mais tarde foi “expulso novamente”.


    O Jornal O Liberal, edição de 23 de abril de 1976. Na foto, o goleiro Ilzomar defende sua meta numa partida contra o Remo válida pelo campeonato de profissionais daquele ano.

    A matéria jornalística indica o interesse de um clube considerado grande do Pará na minha contratação. Na época eu achava que se fosse contratado por um dos grandes do Pará seria reserva até “amadurecer”, já que tinha apenas 17 anos. Assim, achei melhor continuar no Sport Belém sendo titular e no ano seguinte, quem sabe, poderia compor uma equipe grande do Pará ou de outro Estado.




    Jornal O Liberal, edição de 11.06.1976. Estádio Evandro Almeida, o Baenão, em Belém-Pa. Jogo entre Sport Belém e Remo. Na foto, o goleiro Ilzomar está abatido com mais um gol do Remo.

    Esse jogo aconteceu em 10.06.1976, pelo campeonato de profissionais daquele ano. Lembro que estávamos concentrados em um hotel-restaurante no bairro do Marco, em Belém-Pa., esperando a hora do jogo. Como a partida era importante para a classificação do Sport Belém, um dirigente do clube mais supersticioso contratou uma “mãe-de-santo” para “fechar” o time. A mulher apareceu na concentração com um monte de folhas e um frasco contendo “água milagrosa”, segundo ela, que estava vestida a caráter (toda de branco). Ao ser apresentada para mim, a mulher salpicou em minha direção a “água milagrosa” e esfregou em meu corpo galhos com folhas, que até cheiravam bem. Ao final, a mulher disse o seguinte: “Goleiro, hoje tá tudo fechado!!” Como ilustra a foto acima, nesse dia eu peguei 5 gols do Remo e o Sport não fez nenhum. Após a partida, fiquei imaginando quantos gols eu tomaria se a macumbeira tivesse dito o contrário.

    Jornal O liberal, edição de 11.06.1976. Sport Club Belém e Clube do Remo, estádio Evandro Almeida, o Baenão, partida válida pelo campeonato paraense de profissionais de 1976. O goleiro Ilzomar intercepta um cruzamento do ataque azulino, enquanto o zagueiro do Sport Rafael (de branco) fustiga o atacante azulino Durvalino.

    Esse jogo é o jogo da macumba, quando eu tomei de 5x0 estando com o “corpo fechado”. Se tivesse com o “corpo aberto”, o placar seria 10x0.


    Jornal O Liberal, edição de 16.06.1976. Estádio do Baenão, em Belém-Pa. Jogo entre Tuna Luso Brasileira e Sport Club Belém, válido pelo campeonato de profissionais de 1976. O goleiro Ilzomar defende uma bola chutada sobre sua meta pelo atacante tunante Humberto (8). O jogador do Sport Belém Leal (10) observa o lance.

    O Sport Belém sempre enfrentou a Tuna de igual para igual. A Tuna já entrava em campo contra o Sport sabendo que poderia sair vitoriosa ou não. Essa sina perdurou por muitos anos nos jogos das duas agremiações.

    Jornal O Liberal, edição de 26.06.1976. A matéria se refere a um jogo válido pelo campeonato paraense de 1976, que se realizou em 27.06.1976, na cidade de Marabá-Pará.

    Essa partida era importante para o Sport pois garantiria a nossa classificação para o terceiro turno do campeonato. No entanto, em Marabá-Pa aconteceu um fato inusitado no hotel onde o Sport Belém ficou hospedado. Umas duas horas antes da partida, o hotel foi invadido por forças federais que buscavam o que era denominado na época de subversivos ou guerrilheiros. Alguém bateu na porta e quando abri, uns oito policiais a paisano entraram no quarto, que era compartilhado por outros jogadores que não lembro os nomes de todos (o zagueiro Rafael era um deles) e apontaram fuzis e metralhadoras para todos. Minhas pernas fraquejaram com tantas ameaças e achei que fosse morrer. Após um momento de impasse, os policiais observaram que no quarto havia chuteiras e outros apetrechos usados por jogadores de futebol. Como chegaram foram embora. Mas um deles, olhando para mim, disse o seguinte: “Fiquem quietos e não digam nada pra ninguém. Caso contrário, todos vão morrer!”. Fiquei com tanto medo que só falei sobre o assunto com alguém meses depois do ocorrido. Só depois soube que os policiais caçavam guerrilheiros que haviam fugido de Xambioá-Pa para Marabá após um cerco. Quanto a partida, perdemos de 1x0, mas nos classificamos no saldo de gols.
         

    segunda-feira, 7 de maio de 2012

    A HISTÓRIA DE UM EX-GOLEIRO CHAMADO ILZOMAR, QUE ATUOU NOS GRAMADOS PARAENSES E ACREANOS NO PERÍODO DE 1972 A 1991, PARTE 6.

    CONTINUAÇÃO, PARTE 6   

    A temporada de 1989 passou a ser aguardada com muita expectativa, isso porque naquele ano seria disputado o primeiro campeonato de profissionais da história do futebol acreano. Todos os jogadores foram profissionalizados, os clubes se estruturaram e até haveria a participação do campeão acreano na 1ª Copa do Brasil, competição que reunia(e reúne) os campeões de cada estado numa disputa nacional.

    Muito bem. No ano de 1987 fui contratado pelo Juventus por um bom dinheiro, embora tenha sido demitido durante a temporada, como amiúde esclarecido. Ao ser dispensado, no entanto, por uma questão de honra prometi que assim que as coisas mudassem no clube e se fosse do interesse do Juventus voltaria para compor a equipe. O treinador Tinoco havia perdido as eleições e nada ganhou dirigindo o time da Águia, motivo pelo qual havia pedido demissão. De imediato fui procurado pelo Diretor do Juventus, o saudoso DIOGO,  que me chamou para voltar ao clube, que estava sob nova presidência na pessoa do desportista juventino EDUARDO MANSOUR (DADINHO). Como havia prometido anteriormente, retornei ao Juventus sem ônus algum, apenas assinei um contrato profissional ganhando o salário-teto do clube.
    O Juventus contratou o Treinador MÁRIO VIEIRA para a temporada e assim o Clube da Águia formou um time não muito competitivo. Ou seja, podia não ser competitivo, porém era aguerrido. Eis algumas formações do Juventus daquele ano:



    Jornal O Rio Branco, 1989.

    Atlético Clube Juventus, setembro de 1989. Em pé: Carlinhos (Roupeiro), Carlos, Ricardo, Ilzomar, Marcos Aurélio, Marcelo Aquino, Gilmar, Marquinhos, Gerson, Paulão, Henrique (Preparador Físico), Mário Vieira (Treinador), Calderon (Médico), Dadinho Mansour (Presidente) e Diogo (Diretor); Agachados: Ivo, Marquinho, Ley, Jorge Jacaré, Paulo Henrique, Dim, Siqueira e Euler (Massagista).



          Jornal A Gazeta, 1989.

    Pose com a taça da conquista do Torneio do Povo pelo Juventus no ano de 1989. Em pé: Ivo, Jorge Jacaré, Carlos, Jonas, Marquinho, Marcelo Aquino, Renísio, Ilzomar e Henrique( Preparador Físico ); agachados/sentados: Jorge, Ley, Marcelo Carioca, Gilmar, Marquinhos, Siqueira, Oton, Paulo Henrique e Dim.



    Jornal O Rio Branco, 1989.
    A. C. Juventus,  campeão do 1º turno do primeiro campeonato de futebol profissional do Acre em 1989. Em pé: Jonas, Marquinhos, Paulo Henrique, Rocha, Ilzomar, Campos Pereira( Repórter ) e Gerson; Agachados: Dim, Marcelo Carioca, Marquinho, Siqueira e Ley.



                               Também em 1989 havia uma competição nacional envolvendo apenas as seleções dos estados. O Acre se fez representar nesse campeonato nacional através de uma seleção convocada pelo Treinador TÉ (Walter Félix de Souza).  O Acre não passou da primeira fase, que foi disputada em Manaus-Am, perdendo para a Seleção Amazonense por 1 X 0. A fotografia abaixo é da equipe titular dessa competição. 


    Jornal A Crítica, 1989

    Seleção Acreana que disputou o campeonato brasileiro de seleções, 1989. Em pé, da esquerda para a direita:Toinho, Ilzomar, Anderson, Sabino, Merica e Chicão; Agachados: Venícius, Jorge Jacaré, Gilmar, Carlinhos Bonamigo e Marquinho. Estádio “Vivaldo Lima”, Manaus-Am.



    A foto é de 1989. Vestiário do estádio Vivaldo Lima em Manaus-Am., antes da partida entre Seleção Acreana e Seleção Amazonense. Na imagem aparecem os jogadores Ivo, Toninho, Ilzomar, Carlinhos Bonamigo e Normando. 

    Jornal A Gazeta
    A.C. Juventus, Campeão Acreano de 1989. Da esquerda para a direita e em pé: Marquinhos, Ilzomar, Gilmar, Gerson, Paulão e Ricardo; agachados: Paulo Henrique, Dim, Ivo, Ley e Siqueira.

    
    Jornal O Rio Branco
    O Presidente da Federação de Futebol do Acre entrega a Taça de Campeão do 1º Certame profissional do estado do Acre ao Goleiro Ilzomar, Capitão do Juventus em 1989.



    O fato é que no final da temporada o Juventus foi o primeiro campeão acreano de profissionais. Empatamos com o Rio Branco F. C. em 0X0 e, como jogávamos pelo empate, o Juventus foi o primeiro campeão da era profissional do Estado do Acre.


    Uma espécie de seleção nacional de master. O jogo foi entre as seleções de master do Brasil e de Rondônia em 1989. Na formação acima, da esquerda para a direita e em pé, estão os jogadores Gilberto Sorriso, Ilzomar, Djalma Dias, Alfredo Mostarda, Carpinelli, Jaime e Paulo Borges; agachados: Vaguinho, Romeu, Muricy Ramalho, Ivair, Edu e Gil.
                                      

     

    Em 1990 continuei no Juventus e novamente fui Campeão Acreano. Ou melhor, Bicampeão Acreano( 1989/1990 ). Empatamos com o Atlético Acreano com um gol do Daniel aos 42 minutos do segundo tempo. Como jogávamos pelo empate, o Juventus foi pela segunda vez campeão acreano de profissionais. O time era então treinado pelo saudoso JÚLIO D`ANZICOURT, o ZANGADO. Nesse jogo todos torciam para que o Atlético Acreano fosse o campeão, inclusive parte da imprensa. O Atlético Acreano fez um gol aos 35 minutos da etapa final e colocou uma mão na taça. No entanto, aos 42 minutos da segunda fase, o César Limão driblou três defensores atleticanos e ao chutar para o gol a bola sobrou para o atacante Daniel, do Juventus. Quando vi o Daniel partindo para o chute, imaginei que ele jogaria aquela bola nas arquibancadas ou mesmo para a Avenida Ceará, que margeia o Estádio “José de Melo”. Para nossa sorte, o Daniel errou o chute e a bola foi rasteira, “quicou” no gramado e caprichosamente bateu na trave e entrou. A maioria dos jogadores do Atlético “desmaiou” em campo após esse gol sem acreditar no que via.


    Como campeão acreano, participamos da Copa do Brasil como representante do Acre e, na cidade de Manaus, perdemos nos pênaltis para a equipe do Rio Negro, que havia perdido sua partida em Rio Branco

                                                Jornal A Crítica, 1990

    Copa do Brasil, 1990, Manaus-Am. Jogo Rio Negro/Am e Juventus/Ac. Bola cruzada dentro da área do Juventus. O goleiro Ilzomar sobe para interceptá-la antes dos atacantes do Rio Negro-Am. Na foto também aparecem o médio Gilmar, o zagueiro Anderson e o atacante Marcelo Carioca, todos do Juventus, além de um atacante não identificado do time baré.




    Juventus em 1990. Em pé, da esquerda para a direita: Antonialdo (massagista), Ilzomar, Toinho, Paulão, Gilmar, Marcelo Aquino, Carlos, Jonas e Anderson; agachados: Rocha, Daniel,(...), Ivo, Jorge Jacaré, Marcelo Carioca, César Limão e Delcir.


    Jornal O Rio Branco, 1990
    Entrega de faixas ao time campeão de 1990



                                                                  Jornal O Rio Branco, 1990.

    Juventus e Rio Branco F. C, jogo válido pelo Campeonato Acreano de Profissionais, setembro de 1990. Na foto, o goleiro Ilzomar (Juventus) intercepta um cruzamento sendo perturbado pelo atacante Venícius(Rio Branco F. C.). O atacante Artur (Rio Branco) olha o lance, assim também como os defensores juventinos Anderson(3), Delcir e Artemar.

    1991. Eu já tinha 32 anos e não agüentava mais jogar futebol profissional. Meus objetivos eram outros e fora das quatro linhas. Já estava no penúltimo ano do Curso de Direito e pretendia advogar e/ou abraçar um dos cargos da carreira jurídica. Para isso, precisaria me dedicar à Advocacia e aos estudos para os concursos que pretendia fazer. Assim, escolhi esse ano de 1991 como o último da minha vida futebolística. 

    Como havia me destacado na temporada anterior, fui contratado pelo Rio Branco F. Clube, na época presidido pelo SEBASTIÃO DE MELO ALENCAR, que me ofereceu um bom contrato. Para a temporada foi contratado o Técnico TONINHO SILVA, um paulista da cidade de Santos-Sp. Também vários jogadores foram adquiridos para essa temporada e o Rio Branco F. C. formou um bom time.  Infelizmente não fomos campeões naquele ano e a final foi vencida pelo Atlético Acreano, que nos derrotou na partida final pelo placar de 1X0.
    Apesar da derrota na final, após o jogo senti um certo alívio por ter encerrado um período da minha vida sem muitos atropelos. Aquela derrota não denegriu minha imagem como jogador e subjetivamente me senti engrandecido por fechar uma página da minha vida e abrir outra bem mais promissora e estável.


       Jornal A Gazeta

    Time do Rio Branco F. C. em 1991. Em pé, da esquerda para a direita: Toinho, Ilzomar, Gilmar, Anderson Chicão e Gersei; Agachados: Merica, Roque, Tinda, Rô e Cangerê.


                                                                                            Jornal O Rio Branco, 1991.

    Rio Branco F. C. e Atlético Acreano, final do Campeonato de 1991. O Goleiro Ilzomar defende parcialmente um chute do atacante atleticano Ley, que não aparece na foto. O lateral Gersei e o zagueiro Chicão, ambos do R.B.F.C, também estão representados na foto. 




    Jornal a Gazeta, 1991
    O arqueiro Ilzomar defende parcialmente um chute do atacante atleticano Dim, que não aparece na imagem, durante a decisão do campeonato acreano de 1991.


                                                                                 
    Jornal A Gazeta, 1991

    Treino/Coletivo do Rio Branco F. C., em 1991. Na foto aparecem o goleiro Ilzomar, o médio Merica e, de costa, o atacante Cangerê.


    Jornal O Rio Branco, 1991

    Treino/coletivo do R.B.F.C. em 1991. Na foto aparecem, da esquerda para a direita,  os zagueiros Anderson e Chicão, o atacante Bolinha, o médio Merica, o goleiro Ilzomar(com a bola) e o treinador Toninho Silva.

    Ilzomar hoje, 27.01.2012, aos 53 anos.
    FINAL



    sexta-feira, 16 de março de 2012

    A HISTÓRIA DE UM EX-GOLEIRO CHAMADO ILZOMAR, QUE ATUOU NOS GRAMADOS PARAENSES E ACREANOS NO PERÍODO DE 1972 A 1991, PARTE 5.

    CONTINUAÇÃO, PARTE 5

    Na temporada seguinte, 1986, o Rio Branco Futebol Clube conseguiu manter a base do ano anterior e o time foi campeão acreano. O treinador ainda era o COCA-COLA e a coesão consolidada foi primordial para as conquistas daquele ano. Ainda disputamos o Copão da Amazônia em Macapá-Ap., sendo que a derrota na partida final para o Trem-Ap. só ocorreu devido a um trabalho de bastidores não muito bem digerido pela diretoria do RBFC. Explico: na época a presidência do RBFC era composta pelo jovem professor MACEDO, que tinha na vice-presidência o empresário GETÚLIO. Esses dois abnegados riobranquinos haviam assumido a presidência do clube numa espécie de “mandato tampão” até a escolha da nova diretoria. Muito bem.  Quando o RBFC foi disputar a final com o TREM em Macapá, um emissário do juiz escalado para a partida foi oferecer “seus serviços” ao RBFC por um valor anunciado. O GETÚLIO, que recebeu esse “emissário” no hotel, antes de decidir foi consultar o MACEDO, que de imediato recusou a proposta sob a alegação de que poderia “ser um golpe”. O GETÚLIO, homem mais talhado e maleável, ainda tentou convencer o sisudo MACEDO a aceitar a proposta, no entanto, aquele não se deixou convencer e deu o caso por encerrado. O resultado não poderia ser outro. O RBFC perdeu a final pelo escore mínimo. Vejamos como foi: aos 35 minutos da etapa final, houve um cruzamento na área do RBFC. Dois jogadores subiram para disputar a jogada aérea: o lateral do RBFC PAULO ROBERTO- que todos sabem que apresenta uma pequena deficiência em um dos braços, porém jamais impediu que desempenhasse muito bem suas funções dentro de campo- e um centroavante da equipe do TREM. A bola não foi interceptada por eles e seguiu seu trajeto normal indo para o meio de campo. O jogo continuava normalmente, porém o árbitro da partida apitava alguma coisa que não era entendida por ninguém, uma vez que nada acontecera para justificar aqueles apitos estridentes do juiz da partida. O juiz apontava para a marca do pênalti e eu entendera que na verdade ele havia marcado impedimento, falta ou algo do gênero, tanto é que pequei a bola e a coloquei na marca própria para recolocá-la em jogo. Pasmem! O homem havia inventado um pênalti contra o RBFC aos 35 minutos da etapa final. O “homem da mala” fez sua visita mais uma vez aos bastidores do futebol brasileiro.
    Após a partida, um torcedor que alegava me conhecer de Belém-Pa. resolveu me ceder uma motocicleta para me deslocar pela cidade com mais desenvoltura. Nesses deslocamentos levei comigo o CAFÉ, que era o goleiro reserva e anos depois se tornou árbitro. Um taxista me abordou na via pública e disse que sabia onde o pessoal do TREM estava comemorando o título e perguntou se eu queria ir lá. Após concordar, esse torcedor me levou até uma espécie de clube-bar, local onde havia muita gente, muita bebida e todo o time do TREM lá estava, sendo que em uma mesa havia o troféu conquistado e os jogadores  da equipe se postavam ao redor. Adivinhem quem estava lá “bebendo todas” e se confraternizando com os jogadores do TREM? Ele mesmo, o juiz da partida. O taxista, ao ser avistado ao meu lado, logo foi cercado e hostilizado pelos torcedores e jogadores do TREM, que não gostaram de ver o goleiro do RBFC presenciando dantesca cena. Só depois que contei a história acima para o GETÚLIO é que tomei conhecimento do quê havia ocorrido nos bastidores antes da partida decisiva. Coisas do futebol nacional. 
    Naquele ano de 1986 conquistamos o campeonato acreano. A Partida final foi disputada contra o Juventus, que tinha uma boa equipe. A final aconteceu numa noite do mês de dezembro daquele ano e os gols foram assinalados pelo ponteiro direito GIL e pelo meia VALMIR, salvo engano. Eu tinha gravado em video(VHS) essa decisão, entretanto, perdi as imagens com o decorrer do tempo.  


                                               Jornal O Rio Branco, 1986.
    Eis o time campeão de 1986 do Rio Branco F. C. Em pé, da esquerda para a direita:  Paulo Maravalha (Diretor), Paulo Roberto, Ilzomar, Roberto, Valmir, Marquinhos e Chicão; agachados: Gil, Jorge Jacaré, Oton, Paulo Henrique e Venícius.

    Rio Branco F. C. – Comemoração pela conquista do título de Campeão Acreano de 1986. Em pé, da esquerda para a direita: Tita (roupeiro), Noca, Lourival Marques (ex-Presidente), Oton, Valmir, Henrique e Paulo Henrique; Agachados/sentados: Papelim, Ilzomar, Venícius, Café e Paulo Roberto.


    Jornal O Rio Branco, 1986.

    "Volta olímpica” com a taça de campeão de 1986. Os jogadores do Rio Branco F. C. Ilzomar, Venícius e Café carregam o troféu.



    Jornal A Gazeta
    Ilzomar no Rio Branco Futebol Clube, 1986.




    Jornal A Gazeta, 1986.
    Final do campeonato acreano de 1986, vencido pelo Rio Branco F. C. Na foto aparecem os zagueiros Zenon, Marquinhos, Chicão e Oton, além do goleiro Ilzomar, todos do Rio Branco, cercados pelos atacantes do A. C. Juventus Antonio Júlio e Dadão( encoberto ).


    Jornal O Rio Branco, 1986.

    Campeonato acreano de 1986. Jogo Rio Branco F. C. e Independência F. C. No lance aparece o goleiro IIzomar(Rio Branco F. C.) impedindo um cruzamento dentro da área. O ponta-direita Cardozinho( Independência ), além dos zagueiros Paulo Roberto, Paulo Henrique, Oton e Kiko( RBFC ) também estão representados na foto.



    Jornal O Rio Branco, 1986
    Rio Branco F. C. e Atlético Acreano, 1986, campeonato acreano. Lançamento dentro da área do Rio Branco F. C.. O médio Oton cabeceia a bola, enquanto o goleiro Ilzomar, o zagueiro Chicão( encoberto ) e o lateral Marquinhos , todos do Rio Branco F. C., observam ativamente o lance. Na foto também aparecem o zagueiro Jaime e o atacante Anizio, ambos do Atlético Acreano.

    Jornal O Rio Branco, 1986.
    Decisão do campeonato acreano de 1986. Rio Branco F. C. e A. C. Juventus. O goleiro Ilzomar defende um chute do atacante juventino Antonio Júlio, que aparece na foto atrás do lateral riobranquino Marquinhos. O outro na foto é o médio Siqueira, do Juventus.



    Ilzomar treinando numa tarde qualquer do ano de 1986 no Rio Branco F. Clube.
                                          


             
    Outra formação do RBFC de 1986. Da esquerda para a direita e em pé: Maurício Generoso (preparador Físico), Marquinhos, Ilzomar, Louzada Valmir, Chicão e Coca-cola (Treinador); agachados: Zenon, Robertinho, Venícius, paulo Henrique, Jorge Jacaré e Roberto ferraz(parcialmente encoberto).



        Charge do arqueiro Ilzomar, 1986, jornal O Rio Branco



    Jornal A gazeta, 1986

    Rio Branco F. C., Campeão Acreano de 1986. Em pé, da esquerda para a direita: Roberto Boca de Cantor(massagista), Paulo Roberto, Ilzomar, Chicão, Oton, Marquinhos, Zenon, Marcos Café, Noca, Coca-cola(treinador) e Paulo Maravalha( Diretor-Adjunto); agachados: Ivo, Louzada, Roberto Ferraz, Jorge Jacaré, Valmir, Paulo Henrique, Venícius e Gil.


    Jornal o Rio Branco, 1986

    Campeonato acreano de 1986. Independência F. C. e Rio Branco F. C. Os zagueiros Roberto e Zenon( RBFC) sobem para interceptar uma jogada aérea dentro da área. O arqueiro Ilzomar(RBFC), o lateral  Paulo Roberto(RBFC), o zagueiro Chicão(RBFC), além dos atacantes Cardozinho e Gilmar(IFC), também são representados na imagem.


    Jornal O Rio Branco
    Uma tarde qualquer do ano de 1986, durante uma preleção do Treinador Coca-cola( em pé e de camisa branca, no lado esquerdo do Preparador Físico Maurício Generoso) antes de um coletivo do Rio Branco F. C. Na imagem estão identificados os seguintes jogadores: da esquerda para a direita e em pé: Louzada e Ivo; sentados e na mesma ordem: Delcir, Noca, Marquinhos, Valmir, Robertinho, Zenon, Paulo Henrique, Ilzomar, Roberto Ferraz, Roberto, Oton e Marcos Café. Os demais jogadores não foram identificados. 


    Campeonato acreano de 1986. O jogo é Rio Branco F. C. e Independência F. C. O zagueiro Roberto(RBFC) interrompe um ataque do Independência representado pelo atacante Carlinhos Bonamigo(9). O médio Valmir, o  lateral Marquinhos e o arqueiro Ilzomar, todos do RBFC, também aparecem na imagem. 

    Jornal A Gazeta, 1986
    Uma seleção acreana formada às pressas para fazer uma partida amistosa contra o Paissandu, de Belém-Pará, que aqui esteve no ano de 1986 "caçando níquel" no final da temporada. O resultado foi 1X0 para os acreanos, gol do Emilson, que driblou toda a defesa do papão, inclusive o goleiro.  Na foto aparecem os seguintes jogadores, da esquerda para a direita e em pé: Gualter Craveiro (Treinador), Paulo Roberto, Mário Sales, Ilzomar, Zenon, Chicão, Emilson e Tonho; agachados: Manoelzinho, Paulo Henrique, Mariceudo, Amarildo, Carlinhos Bonamigo, Merica, Dadão e seu filho, Antonio Júlio e Sabino.


    Jornal O Rio Branco, 1986
    Ilzomar ergue o troféu recebido pela vitória no jogo da Seleção Acreana contra o Paissandu em 1986.


    1987. Eis um ano que gostaria de esquecer como jogador de futebol. Naquele ano fui contratado pelo JUVENTUS, que tinha como treinador o então Vereador TINOCO, que pretendia concorrer à reeleição no ano seguinte. Para isso, precisava fazer um bom papel como treinador do Clube do Povo( Juventus ) e, no ano de 1988, reeleger-se. O Tinoco era um bom treinador, assim também como havia sido um ótimo goleiro no passado. Havia um problema no elenco daquele ano do Juventus e que precisaria ser resolvido. Não me sentia bem no time do Juventus tendo como meu concorrente direto o filho do treinador Tinoco, o  Normando. Nada pessoal contra o Normando ou mesmo contra o saudoso Tinoco. Apenas me sentia incomodado por achar que, por mais que eu me esforçasse, nunca meu trabalho seria reconhecido, uma vez que havia uma relação afetiva entre pai e filho e interesses políticos por trás de tudo. Era óbvio que o treinador preferiria colocar seu filho como titular para angariar mais dividendos políticos ou algo parecido. Para isso, no início havia um revezamento entre eu e o Normando. Mais tarde, como a situação ficou insustentável, houve uma discussão acirrada entre eu e o Tinoco antes de uma partida contra o Rio Branco ou Atlético, não lembro bem. O certo é que fui demitido pelo Presidente CHAAR e fiquei o restante do ano de 1987 sem jogar.




    Jornal o Rio Branco, 1987
    Juventus e Rio Branco F. C., partida válida pelo Torneio do Povo de 1987. O goleiro Ilzomar (Juventus) é acossado pelo atacante Ivo, do Rio Branco F. C. Não foi um bom ano para o arqueiro Ilzomar.



    Jornal A Gazeta, 1987.

    Juventus e Independência F. C., 1987, Torneio do Povo. O goleiro do Juventus Ilzomar coloca para escanteio uma bola que tinha “endereço certo”. Na foto aparecem também os zagueiros juventinos Rocha e Gerson.



    Jornal A Gazeta, 1987.

    Ilzomar treinando no Juventus em 1987.



    No ano seguinte fui contratado pelo Independência F. C., que montou um supertime para a temporada. No elenco, que era comandado pelo experiente TÉ (Walter Félix de Souza), havia vários jogadores consagrados por estas bandas, caso do MARICEUDO, MERICA, KLOSWBEY, PAULINHO, entre outros. Nesse ano fomos campeões acreanos.
    Também nesse ano, após uma partida contra o Juventus, pude me desculpar perante o TINOCO, com o qual me reconciliei. Fiquei feliz por isso. Também não houve rusgas entre eu e o Normando, que é meu amigo até hoje e companheiro de profissão. 

    FIM DA PARTE 5, CONTINUA NA PARTE 6