CONTINUAÇÃO, PARTE 5
Na temporada seguinte, 1986, o Rio Branco Futebol Clube conseguiu manter a base do ano anterior e o time foi campeão acreano. O treinador ainda era o COCA-COLA e a coesão consolidada foi primordial para as conquistas daquele ano. Ainda disputamos o Copão da Amazônia em Macapá-Ap., sendo que a derrota na partida final para o Trem-Ap. só ocorreu devido a um trabalho de bastidores não muito bem digerido pela diretoria do RBFC. Explico: na época a presidência do RBFC era composta pelo jovem professor MACEDO, que tinha na vice-presidência o empresário GETÚLIO. Esses dois abnegados riobranquinos haviam assumido a presidência do clube numa espécie de “mandato tampão” até a escolha da nova diretoria. Muito bem. Quando o RBFC foi disputar a final com o TREM em Macapá, um emissário do juiz escalado para a partida foi oferecer “seus serviços” ao RBFC por um valor anunciado. O GETÚLIO, que recebeu esse “emissário” no hotel, antes de decidir foi consultar o MACEDO, que de imediato recusou a proposta sob a alegação de que poderia “ser um golpe”. O GETÚLIO, homem mais talhado e maleável, ainda tentou convencer o sisudo MACEDO a aceitar a proposta, no entanto, aquele não se deixou convencer e deu o caso por encerrado. O resultado não poderia ser outro. O RBFC perdeu a final pelo escore mínimo. Vejamos como foi: aos 35 minutos da etapa final, houve um cruzamento na área do RBFC. Dois jogadores subiram para disputar a jogada aérea: o lateral do RBFC PAULO ROBERTO- que todos sabem que apresenta uma pequena deficiência em um dos braços, porém jamais impediu que desempenhasse muito bem suas funções dentro de campo- e um centroavante da equipe do TREM. A bola não foi interceptada por eles e seguiu seu trajeto normal indo para o meio de campo. O jogo continuava normalmente, porém o árbitro da partida apitava alguma coisa que não era entendida por ninguém, uma vez que nada acontecera para justificar aqueles apitos estridentes do juiz da partida. O juiz apontava para a marca do pênalti e eu entendera que na verdade ele havia marcado impedimento, falta ou algo do gênero, tanto é que pequei a bola e a coloquei na marca própria para recolocá-la
Após a partida, um torcedor que alegava me conhecer de Belém-Pa. resolveu me ceder uma motocicleta para me deslocar pela cidade com mais desenvoltura. Nesses deslocamentos levei comigo o CAFÉ, que era o goleiro reserva e anos depois se tornou árbitro. Um taxista me abordou na via pública e disse que sabia onde o pessoal do TREM estava comemorando o título e perguntou se eu queria ir lá. Após concordar, esse torcedor me levou até uma espécie de clube-bar, local onde havia muita gente, muita bebida e todo o time do TREM lá estava, sendo que em uma mesa havia o troféu conquistado e os jogadores da equipe se postavam ao redor. Adivinhem quem estava lá “bebendo todas” e se confraternizando com os jogadores do TREM? Ele mesmo, o juiz da partida. O taxista, ao ser avistado ao meu lado, logo foi cercado e hostilizado pelos torcedores e jogadores do TREM, que não gostaram de ver o goleiro do RBFC presenciando dantesca cena. Só depois que contei a história acima para o GETÚLIO é que tomei conhecimento do quê havia ocorrido nos bastidores antes da partida decisiva. Coisas do futebol nacional.
Naquele ano de 1986 conquistamos o campeonato acreano. A Partida final foi disputada contra o Juventus, que tinha uma boa equipe. A final aconteceu numa noite do mês de dezembro daquele ano e os gols foram assinalados pelo ponteiro direito GIL e pelo meia VALMIR, salvo engano. Eu tinha gravado em video(VHS) essa decisão, entretanto, perdi as imagens com o decorrer do tempo.
Jornal O Rio Branco, 1986.
Eis o time campeão de 1986 do Rio Branco F. C. Em pé, da esquerda para a direita: Paulo Maravalha (Diretor), Paulo Roberto, Ilzomar, Roberto, Valmir, Marquinhos e Chicão; agachados: Gil, Jorge Jacaré, Oton, Paulo Henrique e Venícius.
Rio Branco F. C. – Comemoração pela conquista do título de Campeão Acreano de 1986. Em pé, da esquerda para a direita: Tita (roupeiro), Noca, Lourival Marques (ex-Presidente), Oton, Valmir, Henrique e Paulo Henrique; Agachados/sentados: Papelim, Ilzomar, Venícius, Café e Paulo Roberto.
Jornal O Rio Branco, 1986.
"Volta olímpica” com a taça de campeão de 1986. Os jogadores do Rio Branco F. C. Ilzomar, Venícius e Café carregam o troféu.
Jornal A Gazeta
Ilzomar no Rio Branco Futebol Clube, 1986.
Jornal A Gazeta, 1986.
Final do campeonato acreano de 1986, vencido pelo Rio Branco F. C. Na foto aparecem os zagueiros Zenon, Marquinhos, Chicão e Oton, além do goleiro Ilzomar, todos do Rio Branco, cercados pelos atacantes do A. C. Juventus Antonio Júlio e Dadão( encoberto ).
Jornal O Rio Branco, 1986.
Campeonato acreano de 1986. Jogo Rio Branco F. C. e Independência F. C. No lance aparece o goleiro IIzomar(Rio Branco F. C.) impedindo um cruzamento dentro da área. O ponta-direita Cardozinho( Independência ), além dos zagueiros Paulo Roberto, Paulo Henrique, Oton e Kiko( RBFC ) também estão representados na foto.
Jornal O Rio Branco, 1986
Rio Branco F. C. e Atlético Acreano, 1986, campeonato acreano. Lançamento dentro da área do Rio Branco F. C.. O médio Oton cabeceia a bola, enquanto o goleiro Ilzomar, o zagueiro Chicão( encoberto ) e o lateral Marquinhos , todos do Rio Branco F. C., observam ativamente o lance. Na foto também aparecem o zagueiro Jaime e o atacante Anizio, ambos do Atlético Acreano.
Jornal O Rio Branco, 1986.
Decisão do campeonato acreano de 1986. Rio Branco F. C. e A. C. Juventus. O goleiro Ilzomar defende um chute do atacante juventino Antonio Júlio, que aparece na foto atrás do lateral riobranquino Marquinhos. O outro na foto é o médio Siqueira, do Juventus.
Outra formação do RBFC de 1986. Da esquerda para a direita e em pé: Maurício Generoso (preparador Físico), Marquinhos, Ilzomar, Louzada Valmir, Chicão e Coca-cola (Treinador); agachados: Zenon, Robertinho, Venícius, paulo Henrique, Jorge Jacaré e Roberto ferraz(parcialmente encoberto).
Charge do arqueiro Ilzomar, 1986, jornal O Rio Branco
Jornal A gazeta, 1986
Rio Branco F. C., Campeão Acreano de 1986. Em pé, da esquerda para a direita: Roberto Boca de Cantor(massagista), Paulo Roberto, Ilzomar, Chicão, Oton, Marquinhos, Zenon, Marcos Café, Noca, Coca-cola(treinador) e Paulo Maravalha( Diretor-Adjunto); agachados: Ivo, Louzada, Roberto Ferraz, Jorge Jacaré, Valmir, Paulo Henrique, Venícius e Gil.
Jornal o Rio Branco, 1986
Campeonato acreano de 1986. Independência F. C. e Rio Branco F. C. Os zagueiros Roberto e Zenon( RBFC) sobem para interceptar uma jogada aérea dentro da área. O arqueiro Ilzomar(RBFC), o lateral Paulo Roberto(RBFC), o zagueiro Chicão(RBFC), além dos atacantes Cardozinho e Gilmar(IFC), também são representados na imagem.
Jornal O Rio Branco
Uma tarde qualquer do ano de 1986, durante uma preleção do Treinador Coca-cola( em pé e de camisa branca, no lado esquerdo do Preparador Físico Maurício Generoso) antes de um coletivo do Rio Branco F. C. Na imagem estão identificados os seguintes jogadores: da esquerda para a direita e em pé: Louzada e Ivo; sentados e na mesma ordem: Delcir, Noca, Marquinhos, Valmir, Robertinho, Zenon, Paulo Henrique, Ilzomar, Roberto Ferraz, Roberto, Oton e Marcos Café. Os demais jogadores não foram identificados.
Campeonato acreano de 1986. O jogo é Rio Branco F. C. e Independência F. C. O zagueiro Roberto(RBFC) interrompe um ataque do Independência representado pelo atacante Carlinhos Bonamigo(9). O médio Valmir, o lateral Marquinhos e o arqueiro Ilzomar, todos do RBFC, também aparecem na imagem.
Jornal A Gazeta, 1986
Uma seleção acreana formada às pressas para fazer uma partida amistosa contra o Paissandu, de Belém-Pará, que aqui esteve no ano de 1986 "caçando níquel" no final da temporada. O resultado foi 1X0 para os acreanos, gol do Emilson, que driblou toda a defesa do papão, inclusive o goleiro. Na foto aparecem os seguintes jogadores, da esquerda para a direita e em pé: Gualter Craveiro (Treinador), Paulo Roberto, Mário Sales, Ilzomar, Zenon, Chicão, Emilson e Tonho; agachados: Manoelzinho, Paulo Henrique, Mariceudo, Amarildo, Carlinhos Bonamigo, Merica, Dadão e seu filho, Antonio Júlio e Sabino.
Jornal O Rio Branco, 1986
Ilzomar ergue o troféu recebido pela vitória no jogo da Seleção Acreana contra o Paissandu em 1986.
1987. Eis um ano que gostaria de esquecer como jogador de futebol. Naquele ano fui contratado pelo JUVENTUS, que tinha como treinador o então Vereador TINOCO, que pretendia concorrer à reeleição no ano seguinte. Para isso, precisava fazer um bom papel como treinador do Clube do Povo( Juventus ) e, no ano de 1988, reeleger-se. O Tinoco era um bom treinador, assim também como havia sido um ótimo goleiro no passado. Havia um problema no elenco daquele ano do Juventus e que precisaria ser resolvido. Não me sentia bem no time do Juventus tendo como meu concorrente direto o filho do treinador Tinoco, o Normando. Nada pessoal contra o Normando ou mesmo contra o saudoso Tinoco. Apenas me sentia incomodado por achar que, por mais que eu me esforçasse, nunca meu trabalho seria reconhecido, uma vez que havia uma relação afetiva entre pai e filho e interesses políticos por trás de tudo. Era óbvio que o treinador preferiria colocar seu filho como titular para angariar mais dividendos políticos ou algo parecido. Para isso, no início havia um revezamento entre eu e o Normando. Mais tarde, como a situação ficou insustentável, houve uma discussão acirrada entre eu e o Tinoco antes de uma partida contra o Rio Branco ou Atlético, não lembro bem. O certo é que fui demitido pelo Presidente CHAAR e fiquei o restante do ano de 1987 sem jogar.
Juventus e Rio Branco F. C., partida válida pelo Torneio do Povo de 1987. O goleiro Ilzomar (Juventus) é acossado pelo atacante Ivo, do Rio Branco F. C. Não foi um bom ano para o arqueiro Ilzomar.
Juventus e Independência F. C., 1987, Torneio do Povo. O goleiro do Juventus Ilzomar coloca para escanteio uma bola que tinha “endereço certo”. Na foto aparecem também os zagueiros juventinos Rocha e Gerson.
Jornal A Gazeta, 1987.
Ilzomar treinando no Juventus em 1987.
No ano seguinte fui contratado pelo Independência F. C., que montou um supertime para a temporada. No elenco, que era comandado pelo experiente TÉ (Walter Félix de Souza), havia vários jogadores consagrados por estas bandas, caso do MARICEUDO, MERICA, KLOSWBEY, PAULINHO, entre outros. Nesse ano fomos campeões acreanos.
Também nesse ano, após uma partida contra o Juventus, pude me desculpar perante o TINOCO, com o qual me reconciliei. Fiquei feliz por isso. Também não houve rusgas entre eu e o Normando, que é meu amigo até hoje e companheiro de profissão.
FIM DA PARTE 5, CONTINUA NA PARTE 6
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