A história de um ex-goleiro chamado Ilzomar, que atuou nos gramados paraenses e acreanos no período de 1972 a 1991 (parte 1).
Eu, Ilzomar Pontes do Rosário, nasci em uma pequena cidade do Estado do Pará chamada Marituba, distante 18 quilômetros de Belém-Pará, próximo à foz do Rio Amazonas, em 1º de janeiro de 1959.
Comecei a me interessar por futebol somente aos 13 anos de idade, isso porque meus pais eram evangélicos e reprimiam a prática de qualquer esporte na época. Talvez essa visão considerada retrógada tenha me incentivado a continuar nesse esporte e em outros, sendo que por conta disso sofri represálias no ambiente doméstico.
Aos 15 anos já era o goleiro titular do São Joaquim Esporte Clube na categoria infanto-juvenil, sendo que nessa época resolvi me aventurar nos grandes clubes de Belém com o incentivo de amigos, que jogavam comigo nesse clube do bairro onde me criei, no caso, a minha querida Marambaia. Tentei a Tuna Luso Brasileira, considerada na época a terceira força do futebol paraense. Caminhei mais de 7 quilômetros a pé ( não tinha dinheiro para pagar passagem de ônibus ) para participar de uma “peneira” nesse clube. Nesse ano, 1974, as equipes de base da Tuna Luso Brasileira eram comandadas por um homem com “tendência desmunhecante”( homossexual ). Ao chegar nesse clube e me apresentar para esse treinador, que se chamava ANTONIO, percebi sua indiferença para comigo, até porque havia à disposição dele três goleiros de boa aparência e bem uniformizados, enquanto que eu sempre tive uma aparência nada apreciável e vestia apenas um short, uma camisa surrada e um sapato “Conga”, uma espécie de tênis muito popular nos anos de 1970 que havia “emprestado” do meu pai sem o conhecimento dele, mas apenas para essa “peneira”.
Jornal O Liberal, 1973.
Infanto-Juvenil do São Joaquim Esporte Clube, Marambaia-Belém-Pará, em 31.12.1973. Em pé: Gualter, Ilzomar, Tirinha, Paulo Birro, Zé Maria, ( ? ); agachados: Zezé, Maneca, ( ? ), Pau Preto e Zeca Capado.
Alvi-Azul Esporte Clube, final da década de 1970, bairro da Marambaia-Belém-Pará. Em pé: Gualter, Ilzomar, César, Zeca, Paulo Birro, ( ? ) e Mimi; agachados: Guarasuco, Pau Preto, Paraíba, Paulo, Nenê e Varner.
Ao final e como já era esperado, esse treinador sequer me deu oportunidade para treinar. Voltei para casa constrangido e decidido a não mais voltar a esse clube. Dois ou três anos após, quando eu já era um jogador conhecido em Belém-Pa., esse treinador ANTONIO me encontrou quando foi treinar um selecionado e eu era um dos convocados, ocasião em que me encheu de elogios. Coisas do futebol e de pessoas apequenadas.
Meses depois e ao contar minha desagradável experiência na Tuna Luso Brasileira para uma senhora que era evangélica e amiga da minha família, a “irmã” DOLORES, esta, por iniciativa própria, disse que iria me ajudar. Essa senhora era casada com um policial rodoviário que tinha um amigo que era treinador de um clube profissional da capital. Esse clube, o Sport Club Belém, na época era considerado a quarta força do futebol paraense. Ainda através da “irmã” DOLORES, fui apresentado a esse treinador, que se chamava COQUINHO, que a princípio não se mostrou interessado no meu concurso, até porque não gostou muito da minha aparência. Digo isso porque tenho 1.74 de altura. Ou seja, uma baixa estatura para os padrões apresentados pelos goleiros.
Em resumo, o COQUINHO, durante um treino no campo do Hospital da Aeronáutica em Belém-Pa., apenas me colocou no segundo tempo para treinar devido a insistência de um dos filhos da Sra. DOLORES, isso depois que fui hostilizado por alguns integrantes da comissão técnica do clube, que tentaram me intimidar achando que seria mais um a ser dispensado no final do treino. Apesar de tudo, no final já sai contratado pelo clube, assumi a titularidade do aspirante e fui reserva da equipe profissional durante todo o campeonato estadual do ano de 1975. Minha vida mudou completamente a partir daquele treino realizado no campo do Hospital da Aeronáutica, uma vez que as oportunidades surgidas posteriormente alavancaram meus objetivos como atleta e cidadão.
Passei o ano de 1975 ora como goleiro titular dos juvenis do clube, ora como reserva da equipe profissional, que tinha o goleiro RIBAMAR como titular e era comandada pelo treinador MATOS.
Formação dos juvenis do Sport Club Belém em 1975: Em pé: César, Ilzomar, Alfinete(.....), (.....) e (......); agachados: Fumanchú, Sargento, Antonio Carlos, Félix e Valmir.
Ilzomar e o goleiro Ribamar( de branco ), conhecido em Belém-Pa pela alcunha de “Pantera Negra”. A foto foi tirada em 2000.
No ano seguinte, com a transferência do RIBAMAR para o futebol amazonense, fui promovido à titularidade do Sport Clube Belém pelo treinador BETÃO, tendo o goleiro LAURO como suplente. O LAURO era bem mais velho que eu, que tinha apenas 17 anos e ele, 25, salvo engano.
O Ano de 1976 foi para mim importantíssimo. Joguei o campeonato todo como titular, fui considerado a revelação daquele ano e passei a ser conhecido em todo o Estado do Pará. No final do campeonato comecei a integrar vários selecionados formados por jogadores de diferentes clubes, a maioria profissionais, cujo objetivo era jogar amistosamente no interior do Estado. Isso rendia um bom dinheiro e me colocou em outro patamar financeiro. Digo isso porque, para quem nada ganhava meses antes, aqueles jogos me proporcionavam um suporte financeiro extraordinário.
Sport Club Belém e Castanhal. Campeonato Paraense de 1976. No lance aparecem os zagueiros Rafael e Nelinho( Sport Club Belém ), o atacante do Castanhal (Pará) Carlinhos e o goleiro Ilzomar (no chão).
Defesa parcial do goleiro Ilzomar num Sport Club Belém X Paysandú, em agosto de 1976, estádio Evandro Almeida, Belém-Pa.
Sport Club Belém e Tuna Luso Brasileira, março de 1976. No lance aparecem o atacante Gonzaga (Tuna), o Zagueiro Chaves (Sport) e o goleiro Ilzomar (Sport Belém), estádio Evandro Almeida, Belém-Pa.
Jornal O Liberal, 1976.
O atacante do Paysandu Bira Burro e o goleiro Ilzomar, do Sport Club Belém, março de 1976, Torneio Cidade de Belém, estádio Leônidas Castro, Belém-Pa.
Jornal O Liberal, março de 1976.
Sport Club Belém e Tuna Luso brasileira, Torneio Cidade de Belém, março de 1976. No lance aparecem os zagueiros Tio Lim(13) e Russo, do Sport, além do goleiro Ilzomar. O atacante tunante Amorim disputa a bola com o goleiro do “Brasinha”(Sport Belém)
Jornal O Liberal, agosto de 1976.
O time do Sport Club Belém no Campeonato Paraense de 1976. Em pé: Siqueira, Ilzomar, Rafael, Nelinho, Roque e Paulo; agachados: Roberval, Willian, Eduardo, Gabriel e Louro.
Clube do Remo e Sport Club Belém, julho de 1976, pelo Campeonato Paraense de Profissionais, Estádio Evandro Almeida, na capital paraense. Na foto aparecem o lateral Milton e o zagueiro Nelinho, ambos do Sport, além do goleiro Ilzomar( no chão ). O atacante do Remo é o saudoso Leônidas.
Jornal O Liberal, junho de 1976.
Campeonato Paraense de Profissionais, 1976. Sport Club Belém e Paysandú. O atacante do Paysandú Valfrido conseguiu bater os zagueiros Rafael (no chão) e Nelinho(Sport), enquanto o goleiro Ilzomar(Sport) faz defesa parcial.
Jornal O Liberal, 1976.
Remo e Sport Club Belém, Torneio Cidade de Belém, março de 1976. Ilzomar defende um chute do atacante remista Caíto (de bigode). O zagueiro do Sport Tio Lim observa o lance.
Após o campeonato regional daquele ano, concomitantemente aos jogos amistosos que fazia para complementar minha renda, fui levado para o Clube do Remo, clube ao qual me integrei compondo as equipes de aspirantes. Essa peregrinação nas equipes inferiores do Clube do Remo durou até o mês de março de 1977, quando já havia completado 18 anos. Aquele ano de 1977 mudou completamente minha vida, tanto de desportista quanto de cidadão.
Na data de 10.03.1977, havia acabado de retornar de uma viagem ao Estado do Maranhão, onde participei de alguns jogos amistosos por um selecionado de Belém, quando minha genitora, a saudosa senhora MARIA DO CARMO, disse-me que um homem havia me procurado para jogar no Estado do Acre, “mas você não vai, não!”, disse ela. Não dei muita atenção à advertência de minha mãe e, como prometido à minha família, esse desconhecido retornou à noite daquele dia e se apresentou como um jogador profissional que havia atuado por algum tempo no futebol acreano sem muito sucesso. Esse cidadão se chamava SILVA, era centroavante e disse ter jogado no Rio Branco Futebol Clube, que o dispensou após se desentender com um dirigente chamado EDMIR GADELHA. Com seu retorno para Belém, sua terra natal, o SILVA foi contatado por dirigentes do Independência Futebol Clube, o então clube de maior torcida do Acre, para localizar e, se fosse o caso, contratar um goleiro em atividade no futebol paraense. O SILVA, através de terceiros, localizou meu endereço e naquela mesma noite conversamos longamente. Aceitei de imediato a proposta que me foi feita, até porque eu passaria a ganha três vezes mais do que até então vinha ganhando no Pará.
Após um contato pessoal com um dos dirigentes do Independência, o Sr. HÉLIO PEREIRA DO AMARAL, logo fui contratado e embarquei para o Acre na data de 13.03.1977, não sem antes participar de uma festança em uma casa noturna no meu bairro, a Marambaia, na companhia do SILVA.
Após as apresentações de praxe, fui ostensivamente hostilizado por alguns torcedores, que ao observarem minha pouca altura (tenho 1.74 m.), concluíram que eu era uma espécie de fraude ou “enganador”, como se diz no jargão do futebol em alusão aos jogadores sem muitos méritos. Não dei muita atenção à negatividade desses torcedores e logo fui alojado na “república”, que na época ficava por trás do estádio “José de Melo”, na rua Campo do Rio Branco, onde hoje se localiza uma clínica infantil. A casa pertencia ao Sr. CANIZIO e ali moravam três jogadores, todos de fora, sendo eles o JULIO CESAR, o SAÚBA e o DIDA. Mais tarde chegou o CHIQUINHO, totalizando cinco jogadores comigo. A casa tinha três cômodos e eu ocupava a cozinha, que nunca funcionava. As refeições eram feitas na casa da ENEDINA, que era a cozinheira oficial dos jogadores “estrangeiros”.
Em pé: Ronyvon (treinador), Ilzomar, Deca, Belo, Henrique,Chiquinho, Armando e Rocemir; agachados: Romualdo(massagista), Wilson, Pedrinho, Jorjão, Neco, Lula, Rui Macaco, Tonho e Jair. O Independência F. C. com alguns reservas em 1977.
Jornal O Rio Branco, 1977.
Ilzomar e Deca, jogadores do Independência F. C., abril de 1977.
Naquele mesmo dia, 15.03.1977, fui levado ao estádio (campo) do Independência F. C., no bairro do Aviário, exatamente onde ainda existe hoje, sendo que na época havia também uma sede no local, e lá fui apresentado aos demais jogadores do clube. Fiquei impressionado com a quantidade de torcedores que havia no local e só mais tarde soube que eles estavam ali para me avaliarem. Treinei com naturalidade e ao final recebi a aprovação parcial dos presentes.
No primeiro domingo após a minha chegada, o Independência fez um jogo amistoso com o Rio Branco Futebol Clube, jogo este que seria minha estréia. O resultado foi um empate sem gols. A partir daquela partida me consolidei na equipe e ganhei a confiança dos diretores e torcedores do clube, que daí em diante apenas ratificaram minha condição de titular da equipe nas partidas seguintes. O treinador da época, o RONYVON, logo simpatizou comigo e me efetivou como titular da equipe sem qualquer tipo de questionamento. Pena que na época o Independência F. C. não tinha um treinador de goleiros e eu tive que me virar sozinho. De qualquer forma sempre encontrei no clube jovens goleiros que nunca se negaram a me acompanhar nos treinamentos diários.
Paralelo às coisas do futebol, minha vida também mudou. Eu tinha acabado de completar 18 anos, não tinha ainda terminado o antigo 2º grau (faltava um semestre) e ainda precisava prestar o serviço militar. Logo me matriculei no antigo Ceseme( hoje Cerb ) e também procurei uma unidade militar para regularizar minha situação. Como havia me alistado ainda em Belém-Pará, fui orientado a me alistar novamente no ano seguinte em Rio Branco , no antigo 4º BEF.
Também arranjei minha primeira namorada em Rio Branco , a FRANCISCA, que era mais velha que eu uns três anos. Tive um pouco de trabalho com ela devido minha inexperiência. Mas ao final deu tudo certo (ou errado!). Naqueles tempos a rotina na Casa do Aviário, local onde morávamos, era agitadíssima. Mulheres não faltavam e havia jogador que ficava com uma de manhã, outra à tarde antes do treino e, à noite, já estava com uma terceira. Os caras tinham um fôlego!
Foi a partir daquele ano, 1977, que minha vida mudou para melhor. Era o titular de uma grande equipe do Acre, querido pela torcida (e que grande torcida era a do Independência naquela época!), tinha o respeito dos adversário e a cada partida eu me firmava como um dos melhores na minha posição. Embora não tenha sido campeão, aquela temporada serviu para que eu ganhasse o respeito e o reconhecimento de todos.
Também não posso deixar de citar um fato lamentável que aconteceu comigo nesse ano. Havia um jogador muito famoso nessa época no Independência, o JULIO CESAR, que já atuava na equipe há alguns anos. O Julio era um bom meio de campo e morava comigo na Casa do Aviário. Como já disse, era um bom jogador, porém, também era um tremendo “pé-de-cana”, o homem “tomava todas”. Certo dia, em 07.08.1977, um domingo, estava eu, o CHIQUINHO, o JULIO CESAR, um zagueiro chamado BETO FUSCÃO e outros no Mercado do Bosque, em uma pensão onde eu costumava fazer refeições e que pertencia a uma senhora chamada CONCEIÇÃO, hoje minha grande amiga. Nesse dia o JULIO CESAR, como sempre, tinha ingerido muita bebida alcoólica e alguém sugeriu que deveríamos ir para a Praia da Base, na época o “balneário” mais freqüentado nos finais de semana em Rio Branco. Ao chegar nessa praia, havia centenas de pessoas e resolvemos “dar um caldo” no JULIO CESAR para que ele melhorasse um pouco. O local era exatamente a beira da praia, num lugar onde crianças brincavam normalmente. Peguei o JULIO CESAR por uma perna, o BETO FUSCÃO em outra e o VALDIR SILVA, que também jogava no Independência, segurou os braços do JULIO. Nós três jogamos o JULIO dentro d`água a uns três metros da areia, sendo que crianças ali brincavam normalmente por ser raso, e o esquecemos na certeza de que ele bastaria ficar em pé para voltar ao grupo. Para nossa surpresa, quando percebemos o JÚLIO CÉSAR já estava no meio do Rio Acre se afogando e as pessoas apenas olhando. Imediatamente eu e o BETO FUSCÃO pulamos na direção dele e tentamos salvá-lo. Lembro que o JÚLIO CÉSAR, numa das minhas tentativas de salvá-lo, segurava-me com força e nós dois íamos para o fundo quase provocando minha morte por afogamento. A mesma coisa acontecia com o BETO FUSCÃO, que se agarrava ao JÚLIO CÉSAR quando este me largava e voltava à tona. O JÚLIO CÉSAR se agarrava ao BETO FUSCÃO e ambos também afundavam. Ao final, o JÚLIO CÉSAR se afogou e esse foi um momento em que me senti muito mal. Se na época eu tivesse alguma experiência em salvamento o JÚLIO não teria morrido, pois ele me agarrava pela frente e assim eu não conseguia arrastá-lo para a margem, que ficava bem próximo. Ali, naquela curva do Rio Acre, em frente à igreja do bairro Quinze, na Gameleira, há um redemoinho e para sair dele é necessário muito esforço físico e experiência de um nadador, coisas que eu não tinha na época. Passei algum tempo para me recuperar desse incidente. Ainda cheguei a ser levado para uma Delegacia com o BETO FUSCÃO, porém logo o Dr. ADERBAL, que presidiu por décadas a OAB-Acre e na época um Advogado respeitado e fanático torcedor do Independência, intercedeu em meu favor e fui liberado. Nunca vou esquecer esse caso.
O ano de 1977, como já dito, foi importante na minha vida. Mas também posso afirmar que foi difícil minha adaptação ao Acre no início. Como nunca tinha saído do seio da minha família em Belém-Pa., passei seis meses pedindo para ir embora. A minha dispensa do Independência só não aconteceu (ainda bem!) porque já tinha provado nos gramados que era um excelente atleta. Além de sempre me esforçar nos treinos, ainda tinha a meu favor o fato de não ingerir bebidas alcoólicas nem fumar. Apenas por esses hábitos saudáveis para um atleta já me credenciava como uma exceção em um mundo onde as drogas ilícitas, o álcool e o cigarro, entre outros, são de uso quase que rotineiro entre os praticantes do futebol. Agradeço muito à educação familiar que tive enquanto morei com meus pais, que sempre me deram bons exemplos, apesar do pauperismo.

Independência Futebol Clube, 1977. Em pé: Ronyvon (treinador), Ilzomar, Deca, Belo, Chiquinho, Rocemir e Henrique; agachados: Lula, Neco, Pedrinho, Rui Macaco e Tonho.
Independência F. C., 1977. Em pé: Ilzomar, Valdir Silva, Belo, Melquíades, Armando e Deca; agachados: Bico-Bico, Paulinho Pontes, Saúba, Júlio César e Dida.
Naquele ano de 1977 o Independência, salvo engano, ficou em terceiro lugar no campeonato regional. O time era ainda composto por jogadores da safra anterior, que tinha como titulares nomes consagrados como o Escapulário, o Bico-Bico, o Aldemir Lopes, o Rui Macaco, o Deca, o Tonho, o Júlio César, entre outros. Mas também havia jogadores egressos dos juvenis e os “importados”, entre os quais o NECO, o SAÚBA, o CHIQUINHO, o PEDRINHO, o DIDA, o HENRIQUE e eu, entre muitos outros.
Nessa época o Independência possuía uma sede no mesmo local onde hoje há o campo de treinamento da equipe, sendo que na época o clube era bem mais organizado. O clube era presidido pelo bancário EUGÊNIO MANSOUR, tendo como Diretor de Futebol o economista HELIO PEREIRA DO AMARAL, o AMARAL. Este último desportista, o AMARAL, me dispensou do clube naquele mesmo ano ao se deixar influenciar por um jogador paraense rancoroso, que inventou estórias depreciativas em desfavor desse dirigente apontando-me como autor apenas para me indispor com ele. Na verdade esse jogador paraense sempre foi um homem invejoso e logo antipatizou comigo devido meu sucesso repentino na equipe. Ao final fui readmitido pelo presidente do clube e o AMARAL, depois disso, ficou décadas sem falar comigo. Fato lamentável que me deixou muito triste, principalmente porque o AMARAL fez um prejulgamento sem me dar chances de defesa. Mas isso ficou no passado. O fato é que devo agradecer ao AMARAL por nunca ter concordado com meu retorno a minha cidade de origem, e olha que eu pedia para ele todos os dias para voltar à Belém-Pa! Sentia muitas saudades de meus familiares.
Críticas e sugestões: ilzomarr@bol.com.br; ilzomarpontesdorosario@gmail.com; ilzomar.pontes@ac.gov.br; ilzanilon@hotmail.com
CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA, PARTE 2















O Acre precisa de despotista como vc , seria uma honra te-lo como membro da nossa diretoria
ResponderExcluirOdenildo Brito Lavor presidente do Andirá Esporte Clube
Sua história acabou em 1977 ??
ResponderExcluirBoa noite amigo Izomar,sou apaixonado pelo futebol do passado,você possui a ficha técnica dos seguintes jogadores do Sport Belém:zagueiro Bison,zagueiro Chaves,zagueiro Edson,zagueiro Garcia,lateral direito Boré,,ponta esquerda Coquinho,meia Fernando,meia Nenem,centro avante Salgado e meia Roberval
ResponderExcluirBom dia izomar,eu fui jogador do esporte Belém, me chamo Zé Maria,entrei aos 18 anos no juvenil,onde o treinador era Ednilson Bia,joguei no juvenil de zagueiro central e passei ao profissional como lateral,pois não tinha como ganhar de Zeca e Mascarenhas na época,caco vc consiga alguma coisa desta época ficaria agradecido, tinha o goleiro dias, Vanderlei,Galibi,Zé Carlos Conceição.
ResponderExcluirOi, José. Vou pesquisar, tá?
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